Telefones: (11) 3858-9184 / 3856-7524 WhatsApp (11) 99936-1231

Rebolos abrasivos

Rebolos abrasivos

Para que serve o rebolo (ferramenta)?

 

Os rebolos abrasivos fornecem uma maneira eficiente de moldar e finalizar metais e outros materiais. Os abrasivos são, muitas vezes, a única maneira de criar peças com dimensões precisas e acabamentos superficiais de alta qualidade.

Não é  por acaso que, atualmente, eles estão presentes em quase todas as empresas de manufatura do mundo. Mas o que você precisa saber sobre essas ferramentas tão importantes para sua produção?

Compilamos, nessa página, as informações mais importantes sobre o manuseio, escolha, armazenamento e segurança ao lidar com rebolos abrasivos! Navegue por ela e tire todas suas dúvidas sobre o assunto!

 

História dos rebolos abrasivos

 

Estudos relatam que o homem pré-histórico já conhecia a forma de afiar sua ferramenta, sua arma, talhando-a  e esfregando a uma pedra depois, para dar um certo “acabamento”.  Consideramos os antigos machados dos períodos paleolítico e do neolítico como exemplos de uma de um processo de usinagem.

Histórico dos Abrasivos

Veja também: Histórico dos Abrasivos

Esse ato de esfregar uma peça contra a outra para modificar a sua forma geométrica, ou afiá-la, pertence ao instinto do homem primitivo. O conhecimento adquirido permitiu ao homem aprimorar constantemente a forma de usar meios abrasivos.

Há 4.000 anos a.C. os egípcios cortaram grandes blocos de pedra, de forma similar ao usado hoje nas marmorarias.

A partir da Revolução Industrial, as duas guerras mundiais e o crescimento da indústria do automóvel, surgiu a necessidade de fabricar peças de reposição. Esses grandes esforços industriais  motivaram o aparecimento das tolerâncias dimensionais e criou condições ótimas para o desenvolvimento técnico da indústria dos abrasivos.

Países como EUA, URSS, Japão, Alemanha e Inglaterra que estão na vanguarda do desenvolvimento industrial, também estão na vanguarda da produção e consumo de abrasivos.

A importância dessa ferramenta abrasiva e sua auto-suficiência a transformou em material estratégico nos EUA por exemplo. Isso quer dizer, que no caso de situação de ameaça para o país, existem os dispositivos legais que atuam imediatamente para garantir os estoques mínimos necessários para a indústria nacional.

Entende-se que desde o eixo motriz de um submarino até um rolamento de agulhas, passando pelo motor do caminhão, o canhão do tanque, a faca de cozinha, todos sofreram uma operação de usinagem com abrasivos durante seu processo de fabricação. Na manufatura os rebolos são usados ​​no corte, desbaste, afiação e acabamento de peças.

A ferramenta abrasiva atua no fim do processo de usinagem de qualquer peça. A importância das operações com abrasivos é muito grande, com elas conseguimos corrigir os defeitos das operações precedentes. A sua evolução traz consequências em cascata como: otimização dos processos, produtividade, maior desempenho e tecnologia de máquinas cada vez mais potentes.

 

7-critérios-para-entender-o-uso-ideal-do-rebolo-NAG-Abrasivos

 

Características do rebolo

 

O processo de desbaste está sujeito a princípios semelhantes aos conhecidos de outros processos de usinagem. A ferramenta abrasiva é composta por grãos abrasivos, liga e poros que apresentam uma distribuição irregular de arestas de corte. Estrutura-do-rebolo-abrasivo Ao contrário de todas as outras operações como o desbaste ou torneamento, ângulos de corte negativo ocorrem durante o desbaste.

A escolha correta da estrutura da ferramenta abrasiva e de parâmetros adequados de desbaste permitem a usinagem eficiente e de baixo custo de uma peça de trabalho através do desbaste.

O grão abrasivo:

 

A função do grão abrasivo é de formar a lasca durante o processo de desbaste. Dependendo do tipo de grão abrasivo temos um número diferente de arestas de corte, e estas são geometricamente distribuídas de forma indeterminada. O tipo de grão abrasivo é determinado pelo material a ser usinado.

Grãos abrasivos

A maioria dos abrasivos são fabricados artificialmente com processos industriais. Óxido de alumínio e carbureto de silício são referidos como abrasivos convencionais, considerando que a CBN e diamante são referidos como abrasivos muito rígidos, devido a sua extrema dureza.

O diamante possui a maior dureza de todos os materiais conhecidos. Materiais com longo processo de lascagem precisam do uso de óxido de alumínio ou CBN. Materiais muito frágeis e difíceis são usinados usando carbureto de silício ou diamante.

O tamanho dos grãos abrasivos convencionais (óxido de alumínio, carbureto de
silício) é dado na malha. O tamanho do grão na malha é definido conforme o número de malhas de uma peneira por polegada (25,4 mm) por meio do qual o grão designado cai e é retido pela próxima peneira mais fina.

Tipos de desgaste de grão:

 

Tipos de desgaste de grão

 

Grãos grossos produzem lascas maiores, grãos finos produzem lascas menores. O mais indicado é selecionar grãos grossos a fim de remover quantidades maiores de material, ou materiais que possam ser facilmente lascados.

Grãos finos são necessários para alcançar maior precisão e qualidade da superfície ou quando há a necessidade de se trabalhar com  materiais que são mais difíceis de lascar. Abaixo classificação dos tipos dos grãos e granulometria dos abrasivos:

Tipos dos grãos:

 

  • Óxido de alumínio comum: A
  • Óxido de alumínio comum puro: AA
  • Óxido de alumínio comum + Óxido de alumínio comum puro: DA
  • Carbureto de silício preto: C
  • Carbureto de silício verde: GC
  • Óxido de zircônio: Z

 

Granulometria dos abrasivos:

 

  • Grosso: 4 – 5 – 6 – 7 – 8 – 10 – 12 – 14 – 16 – 20 – 22 – 24
  • Médio: 30 – 36 – 40 – 46 – 54 – 60
  • Fino: 70 – 80 – 90 – 100 – 120 – 150 – 180 – 220
  • Muito fino: 230 – 240 – 280 – 320 – 360 – 400 – 500 – 600 – 800 – 1000 – 1200 – 1500 – 2000

Classificação de rebolos

 

Tipos de liga do rebolo:

 

O grão abrasivo faz o trabalho de remoção de material na peça de trabalho. A liga ou aglutinante segura o grão na matriz abrasiva até o grão abrasivo apresentar um certo grau de desgaste.

Em outras palavras, o grão torna-se cada vez mais duro, aumenta a pressão de desbaste sobre este grão e a ruptura da liga finalmente libera o grão, para que não seja gerado muito calor de atrito como resultado do grão ter ficado duro.

Se a proporção de grãos, liga e poros for ideal, é produzido um efeito auto-afiável, que é desejável para cada operação de desbaste.

As propriedades da liga diferem amplamente e devem ser levadas em consideração para as diversas áreas de aplicação.

 

  • O que é liga vitrificada? São ligas de cerâmica utilizadas na fabricação dos rebolos vitrificados. Características: são duras, rígidas, frágeis e tem baixas propriedades de amortecimento, mas apresentam resistência a altas temperaturas. Podem alcançar altas performances de remoção de material. O desgaste da liga ocorre como resultado de rasgos na ponte de adesão.
  • O que é liga de resina? São ligas de resina sintética utilizadas na fabricação dos rebolos resinóides. Características: são mais macias, mais elásticas e mais duráveis do que as ligas de cerâmica. Elas possuem propriedades de amortecimento superiores, mas sua resistência à temperatura é muito limitada. Elas podem ser usadas para o desbaste áspero (alta remoção de material) e polimento suave.
  • O que é liga metálica? Essas ligas são usadas em combinação com CBN e diamante. Características: boa condutora e resistente ao calor, são muito duras e exibem baixo amortecimento. Além do uso no campo de precisão, como o desbaste de vidro, são muito utilizadas na usinagem de concreto e pedra natural.

 

Dureza e estrutura do rebolo:

 

Quando falamos da dureza de uma ferramenta abrasiva não nos referimos a dureza do grão abrasivo, mas sim ao volume de liga utilizado na formulação do rebolo. Um volume maior de liga une o grão mais apertado, o que resulta em um rebolo mais duro.

Dureza-do-rebolo-abrasivo

A estrutura de uma ferramenta abrasiva denota a proporção de grãos por volume em uma matriz abrasiva.

Em estruturas densas (1 – 5), a distância entre dois grãos é pequena; em estruturas abertas (6 -10), a distância entre grãos é maior.

Abaixo segue o código utilizado para designar a dureza dos rebolos:

 

  • Extremamente mole: A-B-C-D
  • Muito mole: E-F-G
  • Mole: H-I-J-K
  • Médio: L-M-N-O
  • Duro: P-Q-R-S
  • Muito duro: T-U-V-W
  • Extremamente duro: X-Y-Z

 

Porosidade do rebolo:

 

Porosidade denota o espaço dos poros entre os grãos abrasivos que não apresentam muita liga. O espaço do poro serve para a remoção de lascas e também como lubrificante de resfriamento para a zona de desbaste. Porosidade-rebolo-abrasivo

O mesmo volume de poros pode ser composto por poros muito grandes, ou muitos poros distribuídos de maneira uniforme. Abaixo classificação de símbolos para porosidade:

  • Rebolos de aglomeramento fechado dos grãos: 1 a 4
  • Rebolos de aglomeramento médio dos grãos: 5 a 7
  • Rebolos de aglomeramento aberto dos grãos: 8 a 12
  • Rebolos classificados como superporosos: Acima de 12

 

Tipos dos rebolos abrasivos

 

As setas amarelas indicam a superfície de trabalho dos tipos dos rebolos abrasivos:

 

NAG Abrasivos: tipos dos rebolos abrasivos

NAG Abrasivos: tipos dos rebolos abrasivos

Rebolo reto (RT)

Definição de uso: Cilíndrica, virabrequim, centerless, retífica de brocas, retífica de cilindros de lamminação (Roll grinding), Retífica de rosca, retífica interna, retífica plana, abertura de canais (Creep feed), retífica de engrenagem, abertura de canais de broca (Fluting), afiação de ferramentas e afiação de serras.

 

Rebolo anel (AN)

Definição de uso: Retífica plana e afiação de ferramentas.

 

Rebolo copo cônico (CC)

Definição de uso: Retífica plana, cilíndrica, virabrequim, retífica de cilindros e afiação de ferramentas.

 

Rebolo copo reto (CR)

Definição de uso: Retífica interna, retífica plana e afiação de ferramentas.

 

Rebolo com rebaixo de um lado (UL)

Definição de uso: Retífica cilíndrica, virabrequim, eixo-comando, centerless, retífica de rosca, retífica de cilindross de laminação (Roll grinding), retífica interna, abertura de canais (Creep feed) e afiação de ferramentas.

 

Rebolo com rebaixo dos dois lados (DL)

Definição de uso: Retífica cilíndrica, virabrequim, centerless, retífica de rosca, retífica de cilíndros de laminação (Roll grinding), retífica plana, abertura de canais (Creep feed)

 

Rebolo pires (PI)

Definição de uso: Afiação de ferramentas.

 

Rebolo chanfrado (CH)

Definição de uso: Retífica de engrenagens.

 

Rebolo faca (FA)

Definição de uso: Retífica de engrenagem e afiação de ferramentas.

 

Rebolo prato (PR)

Definição de uso: Retífica de engrenagem, afiação de ferramentas e afiação de serras.

 

manual-de-utilizaçao-dos-rebolos-abrasivos-NAG-abrasivos

Dicas para evitar peças

danificadas e prejuízos

 

Utilizar um rebolo abrasivo de maneira inadequada não trará bons resultados. Por isso, é importante saber como evitar os erros mais comuns e evitar prejuízos. É preciso ficar atento aos seguintes pontos:

  • Flanges inadequados: flange é um equipamento que permite afixar os rebolos às máquinas. Quando são montados irregularmente ou apresentam deformações, eles devem ser revistos.
  • Montagem inadequada: além de utilizar o rebolo certo para a sua aplicação, você precisa manuseá-lo adequadamente, seguindo o manual de utilização da ferramenta.
  • Utilização dos rebolos sem rótulos: eles apresentam as especificações ou características do rebolo, como tipo de grão, rotação máxima, dureza, entre outras coisas e possuem uma gramatura especial que serve como uma espécie de amortecedor no contato dos flanges com os rebolos.

 

especificações-rótulo-rebolo-NAG-abrasivos

Rótulo NAG Abrasivos

 

  • Quedas e batidas nos rebolos: uma causa comum dos acidentes de trabalho são as batidas na lateral do rebolo para encaixá-lo na máquina.
  • Velocidade excedida: alguns operadores podem achar que excedendo a velocidade de trabalho do rebolo conseguirão um corte mais eficiente, o que não é verdade. A velocidade especificada no rótulo nunca deve ser ultrapassada.

 

Veja também: Como evitar os erros mais comuns na utilização dos rebolos?

Veja também: Como evitar os erros mais comuns na utilização dos rebolos?

 

Como identificar uma trinca

no rebolo abrasivo

 

É um grande prejuízo para qualquer empresa quando alguma ferramenta na produção não apresenta o desempenho e a qualidade esperada, não é mesmo? Fazer uma verificação para evitar possíveis problemas é fundamental.

No caso dos rebolos abrasivos, essa verificação não só garante máxima produtividade como também a segurança do operador.  Veja abaixo como identificar trincas no rebolo:

 

Inspeção visual

Todos os rebolos que chegam à sua empresa devem passar por uma inspeção visual. Verifique a embalagem e veja se há algum dano. A mesma deve estar em perfeitas condições para garantir a qualidade desejada do rebolo.

Se houver qualquer avaria na embalagem, é possível que o rebolo abrasivo também tenha sofrido alguma anomalia durante o seu manuseio ou transporte e o fornecedor deve ser contatado imediatamente.

 

Teste de som

O teste de som somente se aplica a rebolos de liga vitrificada. Geralmente, o teste é realizado dentro do próprio fornecedor do rebolo para identificar trincas ou rachaduras logo após a fabricação das ferramentas.

Contudo, se você suspeita que o rebolo abrasivo sofreu algum dano durante o transporte,  realize o teste de som.

 

Como identificar um rebolo trincado

Veja também: Como identificar um rebolo trincado

Dicas de segurança no manuseio

de rebolos abrasivos

 

 

Apesar de se tratar de uma ferramenta muitas vezes robusta e pesada, os rebolos abrasivos são extremamente delicados, uma vez que são ferramentas cerâmicas. Por isso a importância em seu manuseio e utilização.

Para te ajudar nessa tarefa, nós separamos algumas dicas de uso, manuseio e segurança para compartilhar com sua equipe!

 

dicas-de-seguranca-rebolos-abrasivos

Veja também: dicas de segurança para o uso de Rebolos Abrasivos

Use equipamentos de proteção

Muitos operadores utilizam rebolos descuidando da proteção de segurança. Contudo, o uso de EPIs é fundamental para evitar acidentes. Oriente sua equipe sobre o uso da proteção, explicando que o que pode ser um pequeno incômodo durante a operação é o que os protege contra uma emergência médica.

 

Use a máquina apropriada para o trabalho

Os rebolos são consumíveis; as ferramentas elétricas para utilizá-los não devem ser. Certifique-se de usar o equipamento apropriado para o trabalho em questão. Cada trabalho exige uma velocidade de aplicação e pressão diferentes. Se o operador não executar essa tarefa de forma adequada, terá problemas desde o início.

Cuidado na hora de trocar o rebolo

Fique atento à montagem do rebolo ao fazer sua troca na máquina e lembre-se da capa de proteção. A máquina não deve ser ligada sem que a capa de proteção tenha sido colocada de maneira correta em hipótese alguma.

 

Faça um ensaio de rotação

Antes de iniciar a operação, é importante realizar um ensaio de rotação com o rebolo na máquina, é possível fazê-lo dando a partida na máquina e deixando que ela gire por dois minutos na velocidade de operação, com as capas montadas corretamente e sem que ninguém fique de frente ao equipamento.

 

Responsabilidades

É responsabilidade do operador manter o equipamento em boas condições de funcionamento. Devem ser seguidas todas as normas especificadas na NBR 15230, além das recomendações do fabricante da peça, com especial atenção para os limites de velocidade estabelecidos.

 

 

 

Como manusear e estocar

rebolos abrasivos

 

O armazenamento e o transporte de ferramentas abrasivas têm uma relação estreita com a segurança do trabalho e exigem alguns cuidados. Para que você saiba quais são os principais cuidados na hora de armazenar rebolos abrasivos, separamos algumas dicas abaixo.

 

  • Prateleiras, caixas ou gavetas adequadas devem ser fornecidos para armazenar os vários tipos de rebolos abrasivos usados e não devem ser empilhadas. As caixas com rebolos só devem ser empilhados de acordo com a recomendação dos fabricantes;
  • Os rebolos abrasivos não devem ser armazenados sujeitos a qualquer condição de temperatura ou umidade que cause condensação nos rebolos, exposição à água ou outros solventes ou temperaturas muito baixas;
  • Todos os rebolos devem ser armazenados em uma área seca, em salas não sujeitas às mudanças extremas de temperatura, uma vez que algumas ligas dos rebolos podem ser afetadas por umidade excessiva e diferenciais extremos de temperatura;
  • Os rebolos abrasivos devem ser protegidos enquanto aguardam o uso. O armazenamento dos rebolos deve ser organizado para permitir a remoção das ferramentas sem perturbar ou danificar os demais itens;
  • Nunca permita que o rebolo ou a máquina caia no chão. Os impactos de tais abusos podem danificar o rebolo, o que pode resultar em quebra do mesmo.

Como dressar rebolos abrasivos

 

Após um determinado tempo de operação, o processo de retificação gera um desgaste das arestas de corte do grão abrasivo. Esse desgaste impossibilita que a retificação seja feita com a mesma qualidade.

como-dressar-rebolos-abrasivos

Veja também: tudo sobre dressagem de rebolos abrasivos

A dressagem do rebolo abrasivo é realizada justamente para recuperar o poder de corte/desbaste dos grãos e o rebolo reaver a sua capacidade de produção. Isso é feito por meio:

  • Da remoção dos grãos abrasivos gastos para melhorar a agressividade da face de trabalho do rebolo;
  • Da obtenção de alinhamento da face de trabalho do rebolo com o eixo de rotação;
  • Do perfilamento da face de trabalho do rebolo.

Não existe uma frequência ideal para realizar a dressagem do rebolo, pois esse é um fator que varia de acordo com o tipo de operação de cada usuário.

O melhor momento para realizar a dressagem, no entanto, é quando o rebolo está empastado ou perde a sua função. O empastamento ocorre quando a peça apresenta cavacos de outros materiais retificados anteriormente, o que faz o rebolo abrasivo perder sua capacidade original de corte, ficando liso. Confira aqui tudo sobre dressagem de rebolos abrasivos.

As vantagens de um rebolo abrasivo

sob medida ou especial

 

A escolha do rebolo certo é fundamental para uma operação de qualidade. Quanto mais o rebolo estiver adequado ao tipo de trabalho, maior será a sua produtividade e a qualidade de acabamento das peças. Por isso, trabalhar com rebolos sob medida é um grande diferencial. Abaixo listamos alguns pontos:

A importância do diâmetro do furo do rebolo

Os rebolos abrasivos devem encaixar livremente no eixo da máquina, mantendo a folga adequada em todas as condições de trabalho. Essa folga existente entre o flange e o furo ajuda a evitar tensões no rebolo provocadas pela dilatação térmica do eixo da máquina. Quando um rebolo é feito sob medida, essa folga será feita de acordo com seu equipamento.

Definição do grão abrasivo

O tamanho do grão do rebolo é determinado pelo tipo de operação a ser realizada: desbaste acabamento, acabamento fino, afiação ou corte. O uso da grana incorreta pode causar rejeição da peça de trabalho. No caso do rebolo sob medida, o tamanho do grão será definido exatamente de acordo com suas necessidades de trabalho.

Dureza do rebolo abrasivo

A dureza é capacidade da liga de reter os grãos. Ela não se relaciona com o grão abrasivo em si, mas indica a capacidade do aglomerante para retenção dos grãos após terem as arestas cortantes desgastadas pelo uso.

Os rebolos duros retêm as partículas abrasivas mais firmemente que os macios, e a dureza correta faz toda diferença na hora do trabalho, de acordo com o material da peça a ser trabalhada.

Caso você tenha dúvidas sobre qual o rebolo certo para a sua aplicação acesse o nosso questionário que faremos a melhor indicação!

 

Questionário-o-rebolo-certo-NAG-Abrasivos

 

 

 

Tipos de máquinas

 

Retificadoras

As retificadoras são máquinas-ferramenta utilizadas para dar acabamento fino e exatidão às dimensões das peças. A retificação é um processo de usinagem por abrasão, ou seja, quando alguma pessoa retifica uma peça, ela está corrigindo irregularidades em sua
superfície.

Existem basicamente três tipos de retificadoras: a plana, a cilíndrica universal e a centerless (retífica cilíndrica sem centros):

  • Retífica plana

    Esse tipo de máquina retifica todos os tipos de superfícies planas: paralelas, perpendiculares ou inclinadas.
    Durante a usinagem na retificadora plana, a mesa pode se deslocar em um movimento retilíneo da direita para a esquerda ou vice-versa (mais conhecido como retífica plana de mesa vai e vem).

    Ou ainda, a mesa pode ser rotativa chamada de retífica plana de mesa giratória.

    Os rebolos utilizados nesses dois tipos de retífica acima são os rebolos anéis, copos ou segmentos abrasivos.

    Para complementar, ainda temos a retífica plana tangencial de eixo horizontal em que são utilizados rebolos abrasivos tipo reto (RT), com rebaixo de um lado (UL), ou com rebaixo dos dois lados (DL).

 

  • Retífica cilíndrica

    A retificadora cilíndrica universal é uma máquina utilizada na retificação de todas as superfícies cilíndricas, externas ou internas de peças.

    Um dos tipos de retificadoras cilíndricas são as retíficas cilíndricas entre pontas, que são utilizadas para peças de grande comprimento, ou peças com rebaixos.

    Os rebolos utilizados nesses tipos de retíficas são os rebolos retos (RT), com rebaixo de um lado (UL), ou com rebaixo dos dois lados (DL).

 

  • Retífica centerless

    As retificadoras centerless são muito utilizadas na produção em série.

    A principal diferença dessa retífica é que a peça de trabalho é conduzida por um rebolo de arraste, que ocupa a posição oposta ao rebolo de corte.

    O rebolo de arraste serve para movimentar e avançar a peça de trabalho, além de controlar a rotação.

    Os rebolos comumente empregados nessa retífica também são os rebolos retos (RT), com rebaixo de um lado (UL), ou com rebaixo dos dois lados (DL).

 

  • Afiadoras ou moto esmeril

    As afiadoras universais ou moto esmeril são máquinas industriais que servem para dar forma e perfilar arestas de corte das ferramentas que foram desgastadas e perderam seu poder de corte com o tempo.

    No caso das afiadoras, os principais tipos de rebolos utilizados são retos (RT), pires (PI), copo (CR), prato (PR) ou chanfrado (CH). Já no moto esmeril de pedestal ou bancada utilizam-se rebolos retos (RT).

 

  • Esmerilhadeira ou rebarbadora

    A esmerilhadeira ou rebarbadora é uma máquina manual. Seu manuseio deve ser realizado com as duas mãos e com a presença obrigatória dos equipamentos de proteção individual (EPI’s).

    É utilizada para dar acabamento ou desbastar peças de aço, alumínio e ferro, bem como estruturas metálicas. Serve também para realizar reformas de latarias em geral.

    A esmerilhadeira possui um rebolo que gira em alta velocidade e faz o trabalho de esmerilhar o objeto de uso. O formato mais comum é o tipo copo reto (CR) ou copo cônico (CC).

 

  • Pêndulo

    Existem casos em que a peça de trabalho é muito pesada, tornando inviável o seu manuseio por força humana.

    Com isso, existem máquinas (como o pêndulo) em que o operador movimenta e ajusta o rebolo na posição certa para desbastar a superfície da peça de trabalho.

    O pêndulo é uma máquina manual que é utilizada constantemente na fundição. Os tipos mais comuns de rebolos são os retos (RT).

 

  • Chicote

    O chicote também é uma máquina manual, que serve para realizar a operação de rebarbação em superfícies metálicas, ou seja, para aparar as rebarbas na peça de trabalho.

    A utilização de equipamentos de proteção é essencial, pois o operador tem um contato direto com o rebolo e a superfície a ser trabalhada.

    Os rebolos mais usados nesse tipo de máquina são os rebolo retos (RT).

 

catálogo-de-produtos-rebolos-NAG-abrasivos

 

Rua Padre Antônio D'Angelo, 96, São Paulo - SP
Telefones: (11) 3858-9184 / 3856-7524
WhatsApp: (11) 99936-1231
E-mail: nagabrasivos@nagabrasivos.com.br
Fale conosco!